quinta-feira, 21 de julho de 2011

Setup de iluminação portátil para macrofotografia

Mostro abaixo algumas das minhas soluções de iluminação portátil para macrofotografia. Separei-os por portabilidade. A eficácia depende de vários factores mas de uma forma geral quanto mais hardware melhor potencial de se conseguir uma luz mais próxima das condições de estúdio. Obviamente que o preço a pagar é a mobilidade e o peso que uma solução mais complexa implica.

Light Setup I
Trigger: Cactus Wireless
Flash: Metz C-2
Bracket: Solução caseira, um anel quadrado preso a uma régua de alumínio fixo à base da câmara. Utilizo parafuso em disco que permite que possa colocar o conjunto
sobre um tripé
Difusor: Vários, de caseiros (copos de plástico, embalagens de DVD, pratos descartáveis, latas, etc) aos comprados em lojas como as softbox insufláveis






Setup Light II
Trigger: Cactus Wireless
Flash: Holga 120
Bracket: o mesmo anel quadrado do setup anterior
Difusor: Solução caseira feita com caixas de DVD. No interior coloco folhas de papel vegetal, quanto mais folhas, mais soft e difusa será a luz. Por vezes, coloco uma folha de plástico amarelo (celofane) para dar uma luz mais quente








Setup Light III
Flash: Adorama DRF-14 Ring Flash
Difusor: Solução caseira feita com uma caixa de DVD (embalagem redonda) que perfurei no centro. Fiz de forma a possibilitar a abertura da embalagem sempre que quero colocar ou tirar folhas de papel vegetal








 Setup Light IV
Flash sobre a sapata: qualquer flash que tenha boa potência para ser a fonte de luz mais forte. No meu caso tenho um Metz dos antigos.
Flash secundário: Canon 550EX (permite uma regulagem fina no modo manual) colocado numa posição mais baixa e com um difusor cilindrico proporciona luz de preenchimento para situações mais específicas
Difusor cilindrico: feito em casa a partir de uma garrafa de borrifar água em jardins
Bracket do flash secundário: utilizei um bracket em "L" e o que fiz foi prende-lo de forma invertida para baixo da câmara







 Setup Medium
Flash: Metz C-2
Trigger: Cactus Wireless
Bracket: Manfrotto 330B
Difusor: Vários, de caseiros (copos de plástico, embalagens de DVD, pratos descartáveis, latas, etc) aos comprados em lojas como as softbox insufláveis










 Setup Heavy I
Flash: Vários
Trigger: Cactus Wireless
Bracket 1: Solução caseira, um anel quadrado preso a uma régua de alumínio fixo à base da câmara.
Bracket 2: Walimex Flip-Bracket
Difusor: Vários












Setup Heavy II
Flash: Vários
Trigger: Cactus Wireless
Bracket 1: Solução caseira, um anel quadrado preso a uma régua de alumínio fixo à base da câmara.
Bracket 2: Walimex Flip-Bracket
Difusor: Vários






Setup Extra Heavy
Flash: Vários
Trigger: Cactus Wireless
Bracket 1: Solução caseira, um anel quadrado preso a uma régua de alumínio fixo à base da câmara.
Bracket 2: Walimex Flip-Bracket
Difusor: Vários







Versão "Grande Difusor"
Bracket: Partes dos Manfrotto 330B e parte do bracket semi anelar da Proxistar
Flash sobre a sapata: qualquer flash que tenha boa potência para ser a fonte de luz mais forte. Neste caso utilizo o Canon 550EX com um stoffen
Flash lateral: Luz de preenchimento e para tirar sombras. Neste caso o Metz C-2
Difusor Frontal: solução caseira feita a partir de uma pasta porta documentos. Para fixar à objectiva utilizei o encaixe do filtro
Difusor Fill Flash: utilizo dois, uma softbox insuflável ou uma embalagem de DVD tipo cilindro que enchi de lã de vidro















Versão "Actual Compacta"
Bracket: Partes dos Manfrotto 330B e parte do bracket semi anelar da Proxistar
Flash: Canon 550EX + o flash interno da câmara.
Trigger: Ligação wireless da própria câmara (Canon 60D) com o flash da Canon (550EX)
Difusor 1: LumiQuest LQ-107 (utilizo ainda no interior o stoffen)
Difusor 2: solução caseira feita a partir de uma pasta porta documentos. Para fixar à objectiva utilizei o encaixe do filtro










segunda-feira, 13 de junho de 2011

Difusor para ring-flash

Como muitos sabem, não gosto de ring flash, não só pelos resultados que obtive com o meu como pelo que vejo em termos de resultados de outros fotógrafos. Mas a questão não se resume ao meu gosto, é uma questão de objectivos. Se o pretendido é fazer fotos agradáveis, criativas e interessantes, certamente não será o ring flash a melhor solução.

Não quer dizer com isso que considere o ring flash inútil. Ainda é uma forma rápida, fácil e eficiente para fotos cujo o objectivo é o de apenas documentar um close up. Todavia, o que gosto de fazer vai muito além de "documentar". O ring flash é pouco versátil na luz criativa, por isso está quase sempre na gaveta e raramente sai de casa :-)

Os ring flash mais caros (Canon, Nikon e Sigma) são muito bons, têm controlos de intensidade e velocidades muito sofisticados pelo que só por isso e com a ajuda de alguma luz ambiente como o sol podem resultar em fotos bem feitas e até sem necessidade de difusor.

Mas ainda assim não fazem a difusão como deve ser. Falta-lhes um difusor. E no caso dos ring flash baratuchos (como o meu), onde o controlo de intensidade é básico, a falta de um difusor é tremenda.

Por isso fiz o meu, onde utilizo uma simples capa de DVD e folhas de papel vegetal :-)

Segue abaixo a receita. Espero que as fotos falem por sim. Se tiverem dúvidas de algum passo, comentem.

Da forma como fiz consigo abrir sempre que quero a capa e meter camadas de papel vegetal. Quanto mais camadas, menor luz :-)









Exemplo de foto feita com este difusor:

terça-feira, 17 de maio de 2011

Close up

Dois close up para variar um pouco...




Sobre a primeira foto, o bicho é uma Platystolus serrata, também conhecida como Cigarra dos Arbustos (Ephippigera serrata ou Platystolus serratus). A família Tettigoniidae inclui os insetos conhecidos vulgarmente como esperanças. Estes insetos têm hábito de vida noturno, produzindo um som semelhante ao das cigarras, porém as cigarras são diurnas. As esperanças apresentam camuflagem, sendo que o par de asas anterior, pergamináceo, assemelha-se com folhas. Apesar de serem fitófagos, estes insetos não possuem importância econômica por não atacarem lavouras. Há na cultura popular a crença de que o pouso deste inseto em uma pessoa lhe trará boa sorte, ou se encontrá-lo morto é presságio de mau-agouro.

A segunda foto, nada de especial, é uma mosca comum, apesar de ter um aspecto interessante: tem as asas brancas. :-)

sábado, 7 de maio de 2011

Aranhas e um grilo

Feitas ainda na semana passada, na barragem do Rio da Mula Sintra/Cascais.

Uma pequena nota sobre a 1ª foto: logo a seguir ter feito o disparo, a aranha saltou para cima do bicho, picou-o, e este caiu instantaneamente para o chão. Ela não conseguiu ou não quis agarra-lo. Ou então é uma estratégia do tipo primeiro injecta o veneno e depois desce para o chão para comer...





quinta-feira, 5 de maio de 2011

Minha flor, minha cabana

Há realmente bichos simpáticos e esta aranha, para mim, é! Entrava e saia de dentro desta espécie de cabana conforme me aproximava, como a dizer "esta casa é minha, desaparece!" :-)